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Esses discursinhos sobre a verdade.

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COLUNA
APRENDENDO E DIGERINDO
POR JOSÉ KLEIN.

ESSES DISCURSINHOS SOBRE A VERDADE!!!

Apreendam uma coisa, devéras firmes parecem estes discursinhos sobre que, há verdades e não há, A VERDADE.
Na verdade discurso pobre no qual pretende prender-se no relativismo, e prestem atenção, se cairmos no relativismo, caimos no vazio do saber.

O discurso do ``cada um tem sua verdade `` é o discurso do relativo``, do senso comum, daquele que quer fugir das disputas, daquele que quer se abster da busca e do embate, não há nada mais comum que o discurso da verdade relativa, também é em absoluto o discurso do vazio, pois, se admitirmos que se eu tenho minha verdade e você a sua, caímos na única certeza de que não podemos saber nada, pois a verdade é sempre relativa, para todo e qualquer discurso, o que já é um paradoxo, pelo fato de termos certeza de que a verdade relativa nos dá a certeza do discurso vazio.

Nunca acredite no discurso do relativismo da verdade, a nào ser que, propositalmente queira ser enganado pela mentira do ``cada um tem sua verdade``.

Exintem sim verdades absolutas, e isso pode ser mais do que provado pelo discurso filosófico apurado e esforçado, com a resalva do pensamento livre e sem preconceitos daqueles que desejam ouvir.

Pequeno discurso contra a ideia que afirma a inexistência da verdade ou de verdade absolutas.

É um fato que nos meios esclarecidos ou pretensamente esclarecidos na sociedade há uma crença que virou lugar comum e afirma a inexistência de verdades inquestionáveis. Um conhecimento rudimentar de lógica já denuncia a inconsistência desta asserção que deseja ter status de verdade.

Para além disso, todavia, vale lembrar que a constatação de que os conhecimentos estão em constante processo de elaboração e que não raro se contradizem, refazem-se, ampliam-se etc. não pode ocultar o fato de que existem sim ideias que devem ser consideradas absolutas, sob pena de, não sendo assim, tudo se esvaziar de sentido e toda tentativa de afirmação cair num abismo sem fim.

Descartes já demonstrou, por exemplo, que existimos. Mesmo que estejamos iludidos ou enganados acerca da nossa existência, nós existimos, posto que para nos enganarmos, precisamos, antes, existir. Verdade inconteste. Se há esta, por que não haveria outras. Creio que as há.

Mais um exemplo de uma verdade que não pode ser contestada por nenhum ser em pleno exercício das suas faculdades racionais: o nosso corpo é mortal. Morremos e priu. Contra aqueles que tentam refutar isto alegando a ressurreição, lembro que a ressurreição apenas é possível após a morte física.

Evidentemente, esta lista de verdades incontestes pode e deve ser aumentada. Mas creio que os dois exemplos citados já são suficientes para refutar a afirmação irresponsável de que não há verdade, mas apenas verdades.

O que é verdade?
Uma reflexão para abandonar o senso comum e questionar o inquestionável.

A filosofia nos ensina que devemos nos libertar das aparências indo além das opiniões e percepções imediatas. Imaginemos então um muro bem alto separando o mundo externo e uma caverna. Na caverna existe uma fresta por onde passa um feixe de luz exterior. No interior da caverna permanecem seres humanos, que nasceram e cresceram ali.
Eles ficam de costas para a entrada, acorrentados, sem poder locomover-se, forçados a olhar somente a parede do fundo da caverna, onde são projetadas sombras de outros homens que, além do muro, mantêm acesa uma fogueira. Os prisioneiros julgam que essas sombras sejam a realidade.
Um dos prisioneiros decide abandonar essa condição e fabrica um instrumento com o qual quebra os grilhões. Aos poucos vai se movendo e avança na direção do muro e o escala, com dificuldade enfrenta os obstáculos que encontra e sai da caverna, descobrindo não apenas que as sombras eram feitas por homens como também todo o mundo e a natureza.

No mito da caverna do filósofo grego Platão (428 a. C. – 348 a. C.), ele faz a seguinte analogia: a caverna é o mundo das aparências, as sombras equivalem àquilo que percebemos, os grilhões são nossos preconceitos e opiniões. Já o prisioneiro que se liberta representa o filósofo, a luz do sol representa a realidade. O instrumento de libertação que quebra os grilhões representa a filosofia.
O mito da caverna é uma metáfora da condição humana perante o mundo, no que diz respeito à importância do conhecimento filosófico e à educação como forma de superação da ignorância, isto é, a passagem gradativa do senso comum enquanto visão de mundo e explicação da realidade para o conhecimento filosófico, que é racional, sistemático e organizado.

Em geral, não costumamos questionar nossas crenças, pois elas nos parecem naturais. Temos a crença que algo ocorre quando na verdade não ocorre. Quando observamos o sol, por exemplo, temos a impressão de que é ele que gira em torno da Terra. Quando questionamos e buscamos o conhecimento específico sobre o assunto, percebemos que é a Terra que gira em torno do sol. É necessário buscar adquirir a atitude filosófica diante dos fatos e abandonar o senso comum. A filosofia serve para não aceitarmos tudo de imediato como se fosse natural.

É natural, por exemplo, pensarmos que alguém que nasce com um pênis, logo será chamado de menino e se identificará com outros meninos. Quando crescer, se vestirá e se comportará como um homem. Por que será que isso nos parece tão natural e inquestionável? Afinal, o que é ser menino? O que é se comportar como homem? O que significa ter pênis? O que significa se identificar com os outros meninos?
A filosofia nos ensina a colocarmos o mundo entre parênteses, questionando nossos pré-conceitos. A atitude filosófica implica em fazermos as seguintes perguntas ao objeto a ser estudado: o que é? Como é? Por que é? Para quê é?

No entanto, parece natural perguntar sobre as causas daquilo que é considerado anormal em qualquer campo de estudo. Porém, certa minoria de pesquisadores se pergunta sobre as causas daquilo que é considerado normal. Poucos se ocupam em saber como foi o processo de construção da “normalidade”? Por que será que certos fenômenos e manifestações são considerados normais? Quais são os critérios que definem o que é “normal”? Aquilo que é considerado normal muitas vezes é hierarquizado, naturalizado e essencializado, portanto é automaticamente livre de questionamentos sobre sua constituição.

AQUELE QUE DEIXA DE HOUVIR PERDE A GRAÇA DA PALAVRA.
É preciso sempre agir como ODISSEU, aprender que sempre há algo a ser apreendido.

NÃO OUÇA A MIM OUÇA O LOGOS.(HERÁCLITO)
TEXTO:
JOSÉ KLEIN.

REFERENCIAS:
PALAVRAS EM GOTAS
PLATÃO, ``O MITO DA CAVERNA``


 
 
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